No começo do país, era a bunda...
Mais que reles visão hipnótica,
apaziguadora da tensão dialética
Transmutadora da moral etnocêntrica
em aprazível contemplação empática
Amalgamadora fecunda,
fez de um povo de origem eclética,
sem qualquer coordenação sistêmica,
indelével expressão sincrética:
supedâneo da expansão demográfica
A identidade brasileira a circunda
como a um ente de origem metafísica
Cuja ritualística encerra-se na estética
da passista a rebolar lisérgica:
fonte de adoração dogmática
Prescindindo da corrupta política,
estabelece comunhão sinérgica
com a métrica de sua risada sarcástica,
sendo aos males do país antagônica
e fulcro de uma ética enigmática
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