sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Mais belas curvas



Incrustada em recanto discreto
a convergência do insólito e concreto
Realidade pronta a ser transmutada
no expandir da moldura encarnada
Estrondar de supernova, brilhante
em arrabalde da galáxia, distante
espargindo uma energia, pulsante
Expressão de brasilidade, ululante
trinar de um uirapuru, viciante
momento de inspiração, diamante
E à Monalisa de expressão desabrida
em sua encenação de sobriedade, fingida
restaria soturna face, tingida
ao reconhecer que fora até então iludida
O que há de fantástico no estático enigmático,
comparado ao antológico lúdico do sorriso holístico?

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